Construção da unidade da Kumho pode ser acelerada
O início da construção da fábrica da empresa de pneus coreana Kumho em Londrina pode ser acelerado caso o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, decida assinar medida provisória que prevê a redução da alíquota do imposto sobre a importações de pneumáticos novos, protetores e câmaras de ar de 19% para 1,9%. A diminuição da alíquota valeria por um prazo de cinco anos, para empresas que se comprometerem a investir no Brasil.
A reivindicação para a assinatura da medida provisória, elaborada pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly e pelo ex-governador do Paraná, Álvaro Dias, foi entregue em mãos ao presidente da República durante sua visita a Maringá na última sexta-feira. O coordenador político da campanha de reeleição de FHC, Euclides Scalco, disse à Folha que a presidência estudará o pedido.
O empresário João Jabur, que encabeça as negociações para instalação da Kumho em Londrina, acredita que a empresa deva anunciar o começo das obras da nova unidade assim que a medida provisória for assinada. Ele explica que a medida tem o objetivo de estender ao setor de peças automotivas o benefício que já existe no setor automotivo. Montadoras com projetos de construir fábricas no Brasil têm o imposto de importação reduzido de 49% para 24,5%.
A intenção é dar o mesmo estímulo aos fabricantes de pneus, afirma Jabur. Segundo ele, a Kumho importa anualmente para o Brasil US$ 60 milhões em pneus. Se a medida for assinada por FHC, a empresa economizará R$ 10 milhões ao ano nesta operação. Com o desconto do imposto de renda, este valor baixará para R$ 6 milhões ao ano.
Jabur garante que, apesar do Brasil deixar de arrecadar imposto durante cinco anos, quando estiver instalada, a empresa pagará cerca de US$ 30 milhões ao ano de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de gerar pelo menos mil empregos. O País também deixará de importar cerca de US$ 130 milhões em pneus, o equivalente a produção da Kumho em Londrina, diz ele. O investimento previsto na instalação da unidade é de US$ 166 milhões.
Segundo Jabur, além de viabilizar a instalação da Kumho e da alemã Continental, a medida irá atrair uma indústria de pneus japonesa para o Brasil. Mas por enquanto não posso revelar o nome desta empresa.Arquivo FolhaIncentivosO empresário João Jabur, que negocia a instalação da Kumho em Londrina: Fabricantes de pneus deverão ter os mesmos benefícios dados às montadorasCláudia Lopes





