Curitiba - O setor da Construção Civil fechou o primeiro quadrimestre do ano com mais 10.450 postos de trabalho no Paraná, sendo 7 mil novas vagas apenas na Capital. A expectativa é que as contratações continuem em ritmo semelhante até o final do ano, quando o Estado deve somar cerca de 20 mil novos empregos no segmento. Em todo País, a estimativa é que a construção contrate 130 mil novos trabalhadores no primeiro semestre e mais 70 mil no segundo semestre.
''A construção civil tem que recuperar a mão de obra que perdeu nas últimas duas décadas por causa da estagnação do setor'', diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), Hamilton Franck. Ele explica que nesse período muitos trabalhadores tiveram que ir para outros setores da indústria, mas que com o crescimento da construção civil, o quadro de trabalhadores também está se recompondo. ''Chegamos a trabalhar no limite da mão de obra, mas de quatro anos para cá estamos conseguindo suprir essa necessidade'', avalia.
De acordo com ele, como o setor está em crescimento, a demanda por trabalhadores qualificados continua existindo. Só as obras da Usina Getúlio Vargas, unidade da Petrobras em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, contratam 10 mil trabalhadores para um serviço que continuará nos próximos quatro anos.
Na reposição dos postos de trabalho, uma das dificuldades das empresas é a capacitação de seus trabalhadores. Ontem Sinduscon-PR e Senai-PR assinaram um convênio que vai oferecer, dentro dos canteiros de obras, cursos de pedreiro, carpinteiro e armador, sem custo para as empresas associadas ao sindicato. O Senai-PR irá oferecer os professores, apostilas e certificado de conclusão do curso, e sindicato indicará as empresas, que providenciarão o espaço nas obras, materiais, ferramentas e demais equipamentos necessários para a viabilização dos cursos.
Para Franck, a população tem uma imagem errada do profissional que trabalha na construção. ''As pessoas pensam em um profisional do passado, que andava de bermudas, chinelo de dedos. Hoje esse profissional trabalha equipado, com toda segurança, ganha mínimo de R$ 1 mil mais benefícios'', diz. Hoje no Paraná o setor conta com cerca de 160 mil profissionais, mas apenas metade trabalha na formalidade, contratados legalmente pelas empresas.

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