Construção civil pode crescer 7,7% por ano
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2007
Chiara Quintão<br> Agência Estado 
São Paulo - O setor de construção civil terá crescimento médio anual de 7,7% entre 2008 e 2010, segundo o Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Para 2008, é esperado crescimento de 10,2%; para 2009, de 9%; e para 2010, de 4%. O presidente do Sinduscon-SP, João Claudio Robusti, afirmou ontem que o crescimento do setor em 2007 deve alcançar a estimativa de 7,9% feita logo após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com a expansão esperada, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor será de R$ 123 bilhões, segundo a FGV Projetos.
''Temos absoluta convicção de que estamos pavimentando um caminho sustentável, baseado na estabilidade econômica, em taxas de juros menores que as do passado e na credibilidade internacional. Não estamos vivendo um boom nem uma bolha imobiliária'', disse Robusti.
Na composição do PIB do setor estão o desempenho das empresas, a autoconstrução e a construção informal. Como explica a consultora da FGV Projetos, Ana Maria Castelo, o PIB abrange construção residencial e comercial, além de obras de infra-estrutura.
De acordo com o Sinduscon-SP, o crescimento médio anual do setor de 2008 a 2010 poderá chegar a 10%, se os recursos para a construção superarem as estimativas. Isso pode ocorrer, por exemplo, se em 2008 os desembolsos do PAC ultrapassarem os R$ 18 bilhões previstos e o crédito imobiliário dos bancos que operam o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) superar R$ 21 bilhões. Conforme essa projeção mais otimista, o setor crescerá 14% em 2008, 10,4% em 2009 e 5,9% em 2010.
Pesquisa - Embora haja expectativa de crescimento médio anual positiva, os empresários de construção civil estão pessimistas em relação às perspectivas dos custos de construção, segundo a 33 Sondagem Nacional da Construção, realizada em novembro pelo Sinduscon-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com 244 empresários do setor.
A pesquisa indicou otimismo do setor em todos os demais itens avaliados - sucesso na condução da política econômica, inflação reduzida, crescimento econômico, crédito imobiliário, mercado de capitais como fonte de recursos e securitização de recebíveis. No item custos da construção, o resultado foi de 41,3 pontos, ante 53 pontos um ano atrás, numa escala de 0 a 100.


