Construção civil mantém benefício da desoneração
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sexta-feira, 31 de março de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Ao contrário do que foi publicado por um erro de edição no caderno de Economia da sexta-feira, o governo federal deixou a construção civil fora da reoneração da folha de pagamento. Além deste setor, também continuarão com o benefício da desoneração o transporte rodoviários de passageiros (ônibus urbano e interurbano), o transporte metroviário e ferroviário de passageiros, e comunicação (empresas jornalísticas).
O economista Vanderlei Sereia, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), afirma que a medida pode desincentivar novas contrações e até causar demissões. "As empresas vão ter que fazer uma novo planejamento para poder equacionar o equilíbrio. Cada empresa e setor deve se adequar de uma maneira diferente. Por exemplo, os setores que usam mais tecnologias podem adotar novos componentes na linha de produção para reduzir mão de obra", avalia.
A construção civil respirou aliviada com manutenção do benefício fiscal. "Essa decisão dá um certo alívio, pois não será preciso fazer repasse de custos", comenta Gerson Guariente Júnior, vice-presidente financeiro do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-Norte).
Caso o governo não abrisse mão dessa renúncia fiscal, o Sinduscon-Norte calculava um incremento de 4% no custo total da obra. Guariente comenta, que no primeiro ano da desoneração, a medida possibilitou manter empregos, mas que nos anos seguintes, em função da grave crise econômica, os impactos positivos não foram tão expressivos.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Setcepar), Marcos Battistella, afirma que o fim da desoneração poderá representar uma "nova onda de demissões" nas transportadoras. As empresas, de acordo com ele, têm dificuldade de repassar os aumentos de custos aos clientes.
A desoneração da folha de pagamento foi adotada no início do governo Dilma Rousseff e permitiu que empresas de vários setores deixassem de recolher contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha e passassem a pagar 1% a 2% sobre o faturamento.


