Construção civil fecha ano com queda de 1%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de janeiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O Sinduscon-SP (Sindicato da Industria da Construção Civil de São Paulo) elaborou estudo que registra queda de 1%, em 2001, no setor de construção civil brasileiro, em relação ao ano 2000. A entidade responsabilizou a crise de energia, as altas taxas de juros e a retração no crescimento econômico do país, no ano passado, para justificar o mau resultado.
Em 2000, o setor acusou crescimento de 2,1% em relação a 1999, ano que registrou queda de 3,2%, invertendo uma tendência de crescimento que vinha desde o início do plano real. Com a recuperação de 2000, inferior à queda abrupta de 99, o mercado deve contabilizar uma retração real ainda mais acentuada em 2001 do que 1%, já que o déficit dos últimos três anos nesse setor pode chegar, na verdade, a mais de 2%.
De acordo com o economista do Sinduscon-SP, Alexandre Guazzelli, ara 2002 a perspectiva é que o mercado cresça exatos 2%, o que daria início a uma inversão positiva na curva de crescimento do setor. A construção civil tende a acompanhar o desempenho da economia do país como um todo. Como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) esperado para 2002 é de 2%, então, esperamos também 2% para a construção, diz.
O estudo também mostra que o emprego na construção civil vem sendo afetado. Em São Paulo, o nível de emprego caiu 3,37% de maio a outubro.
Outros indicadores do setor, como o montante de financiamentos para a construção e o número de lançamentos no município de São Paulo também têm alcançado níveis reduzidos.
No entanto, os custos da construção (Custo Unitário Básico) aumentaram 0,29% em novembro. A taxa de crescimento acumulada de janeiro a novembro é de 8,06%.
Segundo o Sinduscon-SP, a elevação dos custos está sendo pressionada pelo crescimento de preços dos materiais, como cimento, vergalhão de aço, tubo de PVC, concreto e tinta.


