Construção civil espera retomada
Construção civil espera retomada Milton DóriaClóvis Coelho, do Sinduscon Betânia Rodrigues De Londrina Especial para a Folha A FeiraCon 2000 é a primeira do setor dentro do calendário nacional de eventos. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Londrina, Clóvis Coelho, isto é um estímulo para o desenvolvimento do setor, que nos últimos anos vem sofrendo com a política de habitação desenvolvida pelo governo federal. Para justificar essa afirmação, ele lembra que na década de 80 o Sindicato possuía 600 construtoras atuantes em sua base. Hoje, elas não são mais de 100. Nessa época, o número de empregados do setor era de 13 mil com um estoque de 2.000 a 2.500 apartamentos e casas disponíveis para a venda. Atualmente, as construtoras de Londrina e região não possuem mais do que três mil funcionários e 150 unidades vagas. Somos responsáveis por 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e 6% do paranaense. Isto significa a geração de US$ 128 bilhões ao ano para o país e R$ 56 milhões para o Paraná. Mesmo assim encontramos dificuldades para obter empréstimos do governo. Para ele, o maior vilão dessa história é a Taxa Referencial de Juros (TR) que aplica juro em cima de juro. Para as construtoras, a solução é a sua substituição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o financiamento das obras pelo Sistema Financeiro da Habitação com juros anuais de, no máximo, 10%. Já existe um projeto que defende essa idéia no Congresso Nacional. Apesar da má vontade do governo em atender nossas reivindicações acredito que teremos sucesso. O otimismo vem da geração de empregos que aconteceria a partir da revitalização do setor. Segundo estatística dos sindicatos, cada emprego direto na construção civil gera outros três indiretos.





