Construção civil emprega mais no Paraná
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quarta-feira, 08 de dezembro de 2010
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O ritmo acelerado de venda de imóveis no Brasil deve continuar até 2015 É o que aponta pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-PR).
Somente este ano, a projeção do setor é que a taxa de crescimento do PIB (produto interno bruto) da construção civil seja de 12%.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) acredita que a taxa será de 10% Em 2009, este número foi de -6,3%, por reflexo da crise internacional Mesmo durante o ano passado o setor não parou de trabalhar para dar conta das obras já iniciadas e comercializadas nos anos anteriores, quando também houve crescimento neste segmento.
A previsão é que 2010 contabilize aumento de 17% no número de empregos na construção civil no Brasil. O Paraná deve crescer mais que a média nacional, o equivalente a 19%, atingindo 147,4 mil empregos Em 2009 foram 124,1 mil trabalhadores no setor em todo o Estado.
A projeção inclui empregos formais e informais No País, a previsão do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é que 10 milhões de pessoas estejam trabalhando no setor no ano que vem, o equivalente a 10% dos postos de trabalho.
O financiamento dos bancos para a aquisição da casa própria deve encerrar o ano com 52% de crescimento em relação ao ano anterior, segundo projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Dos R$ 76 bilhões em 2010, 19% são provenientes do FGTS e 57% dos investimentos da caderneta de poupança Até 2015, o crédito habitacional deve atingir os 11% do PIB. ''Depois disso o mercado vai continuar crescendo, mas em um ritmo menor, conforme percebemos em outros países, como Chile e Espanha'', diz o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Franck.
Em estudo realizado pelo sindicato em Curitiba, percebe-se que os compradores dão preferência por residências menores. Se em 2004 as casa possuíam, em média, 187 metros quadrados, hoje elas são de aproximadamente 114 metros quadrados ''As unidades estão diminuindo de tamanho.
Temos compradores na casa dos 30 anos ou menos, que estão saindo mais cedo da casa dos pais'', afirma Franck. Há aproximadamente cinco anos praticamente não existiam opções de apartamentos com dois quartos.
Hoje eles são os mais construídos Além disso, a diminuição do tamanho médio das construções é reflexo do projeto Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, de moradias financiadas para famílias de baixa renda.


