CONSTRUÇÃO CIVIL EM LONDRINA - Gleba Palhano tem potencial para mais 20 anos
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terça-feira, 16 de agosto de 2005
Caroline Vicentini e Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A Gleba Palhano, região localizada na zona sul de Londrina, é ''a bola da vez.'' O local, privilegiado, ainda pode crescer muito e abrigar empreendimentos imobiliários com padrão inferior ao atual. Estas são as projeções dos representantes da construção civil para a região, que desde meados do ano 2000 vive um ''boom'' de empreendimentos marcados pelo alto padrão de suas construções - especialmente voltadas para a valorização da qualidade de vida do morador.
''Falando em condomínios verticais, acredito que a Gleba Palhano ainda suporte empreendimentos para os próximos 20 anos'', opinou José Carlos Salgueiro, da Construtora Artenge. Na opinião de Célia Catussi, da Plaenge, a região comporta todo tipo de imóvel. Porém, mesmo que o padrão utilizado na edificação diminua, o comprador da Gleba Palhano sempre valorizará a área de lazer. ''A tendência da construção vai depender da renda e do que as pessoas estão buscando. Você não consegue vender hoje no local um apartamento sem uma área de lazer e algo externo para valorizar o imóvel'', constatou.
Outra observação feita pelos empresários é a queda de lançamentos de alto padrão devido a redução do poder aquisitivo dos compradores. ''Esse tipo de empreendimento está diminuindo cada vez mais na Gleba Palhano. A queda da renda do comprador obriga a construtora a lançar um produto a preços menores, com qualidade inferior'', afirmou Atsushi Yoshii, ponderando que a Palhano ainda é um excelente mercado.
A conclusão da Avenida Ayrton Senna, na opinião dos debatedores, contribuirá para o crescimento imobiliário da Gleba Palhano. ''Quando abrir a Ayrton, uma outra área da Palhano, localizada à direita da Avenida Madre Leônia, será explorada'', vislumbrou Antônio Galindo Moreno, da Construtora Galmo.
Por outro lado, se a Palhano pode concentrar muitos empreendimentos imobiliários, um outro nicho de mercado voltado para a mesma classe já dá sinais de estagnação, pelo menos na opinião de alguns construtores. Segundo eles, existe uma boa oferta de lotes em condomínios horizontais para os próximos anos ainda. ''Eu não trabalho muito nessa área, mas acho que a dose foi maior do que o mercado podia suportar'', opinou Luiz Carlos Pires, da construtora Quadra.
Para Salgueiro, que trabalha com esse segmento, o ideal é pesquisar o mercado e oferecer um produto diferenciado. ''Eu fiz um condomínio pequeno, com poucos lotes e muita qualidade de vida'', informou o empresário. ''E isso deve ser com qualquer projeto, tanto o horizontal quanto o vertical. Pesquisar e conhecer o nicho que se quer atingir são fundamentais para não ter que jogar o produto fora depois de lançado'', acrescentou Salgueiro.
O empresário Marcos Hollzmann, proprietário da Construtora Teixeira & Hollzmann, a qual agrega diversos empreendimentos desse nicho, afirmou que ainda existe mercado, que a oferta disponibilizada preencheu a necessidade do público que eles pretendiam atingir e que o ideal realmente é pesquisar para descobrir a demanda.
Reforçando qua ainda existe campo para os condomínios horizontais, Hollzmann adiantou que a construtora pretende lançar dentro de aproximadamente oito meses um empreendimento de altíssimo padrão, cujos lotes terão em média 1 mil metros quadrados. ''Esse projeto é para uma faixa pequena, que ainda sente a necessidade de algo diferenciado. Mas para a classe média ainda tem muito espaço e necessidade também'', assegurou o empresário.


