São Paulo - A construção
civil brasileira deverá fechar 2008 com um crescimento de 10%. A expansão em 2009 deverá ser bem menor: entre 3,5% a 4,7%. A previsão é do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
  Segundo o presidente da entidade, Sergio Watanabe, o setor será beneficiado pelas obras que já foram contratadas neste ano, o que deve manter o nível de atividade no setor até pelo menos o primeiro trimestre de 2009.
  A previsão para o próximo ano, feita pela economista Ana Maria Castelo, da FGV Projetos, apresenta dois cenários: no cenário chamado ‘‘básico’’, que aponta para uma redução pouco expressiva do nível de investimento, mostra uma estimativa de alta do PIB da construção civil de 4,7% e do PIB do país de 3,8%.
  Já em um cenário de ajuste lento, com uma maior queda no nível de investimento, o PIB brasileiro subiria 2,8% e o da construção civil, 3,5%.
Entre os dois cenários, Watanabe diz ser mais provável o primeiro. ‘‘Obras já iniciadas em 2008 vão garantir a continuidade da atividade em 2009’’, disse o presidente do SindusCon-SP, citando a manutenção dos financiamentos feitos com recursos da poupança e do FGTS e a garantia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) de formar ‘‘uma parte importante dos investimentos em infra-estrutura, também contemplados nos orçamentos da União, Estados e municípios’’.
Emprego
  O nível de emprego na construção civil deve permanecer no mesmo patamar dos últimos meses pelo menos até o fim do primeiro trimestre de 2009, conforme o diretor de Economia do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan. ‘‘Os níveis de emprego devem ficar próximos aos atuais’’, afirmou. Segundo ele, as obras privadas e de infra-estrutura já iniciadas estão com financiamentos ‘‘bastante arranjados’’, o que garante que ‘‘grande maioria vai continuar’’.
  Zaidan disse esperar que a partir do segundo trimestre do ano que vem esse patamar de emprego também possa ser mantido, mas contou que ainda é cedo para afirmar o que vai ocorrer. ‘‘A partir do segundo trimestre, se o ambiente não se mostrar favorável, pode haver desaceleração do crescimento’’, disse. A expectativa do Sinduscon-SP é de continuidade das obras em andamento. ‘‘A construção civil continuará trabalhando em 2009. Teremos um índice razoável de crescimento em função das obras em execução’’, disse Zaidan.
  Em outubro, o setor registrou recorde na contratação de emprego com carteira assinada. Na comparação de outubro com o mesmo mês do ano passado, o número de postos de trabalho cresceu 342 mil, o equivalente a uma alta de 18,5%.

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