Umuarama - O setor de construção civil em Umuarama espera bater, em 2002, o recorde de edificação dos últimos oito anos. Até novembro, a secretaria municipal de Obras e Urbanismo já havia aprovado mais de 125 mil metros quadrados de novas construções na cidade, apenas 5 mil metros a menos que em 1998, quando o setor teve seu melhor desempenho.
Os imobiliaristas apontam uma série de fatores para esse aquecimento em pleno ano de crise e turbulências econômicas, mas destacam principalmente um novo tipo de investidor: os trabalhadores da região que migraram para os Estados Unidos e a Europa para trabalhar e começam a mandar seus dólares e euros para compra de imóveis em Umuarama, a exemplo do que já vinham fazendo os dekasseguis, brasileiros que foram trabalhar no Japão.
Segundo o imobiliarista Moacir Silva, os ''estrangeiros'' já estão entre os principais investidores do mercado de imóveis local. Nos últimos cinco anos, centenas de trabalhadores de toda a região foram embora do País. O destino preferido dos emigrantes do Noroeste são os Estados Unidos, a Inglaterra e Portugal. ''Como a maioria pretende voltar futuramente, investe suas economias em casas e apartamentos em Umuarama, inclusive os que saíram das pequenas cidades, por causa da maior perspectiva de crescimento econômico, valorização dos imóveis e facilidade de locação''.
Segundo o imobiliarista Moacir Silva, a expansão universitária ainda fomenta muitos negócios, mas num ritmo menos acelerado que nos anos 90, quando foi criada a Universidade Parananense (Unipar). Criado em agosto, o campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estimula a expansão imobiliária na zona oeste da cidade, na saída para Xambrê. Os imóveis na região valorizaram até 300% este ano. O crescimento da produção de soja na região também começa a ter reflexos na construção civil

mockup