CONSTRUÇÃO CIVIL - Consórcio importa operários
Primeiro foi preciso recrutar mão de obra de outras cidades da região, já que, em Londrina, não havia mais trabalhadores disponíveis. Depois, foi necessário buscar operários em outros Estados, inclusive do Nordeste. Mesmo assim não foi suficiente. Agora, o consórcio formado por três construtoras que erguem um residencial na Zona Norte está selecionando mulheres de Londrina e contatando empregados no Paraguai.
A obra, sob responsabilidade das construtoras Artenge, Protenge e Terra Nova, é uma das maiores do programa Minha Casa, Minha Vida de todo o País. Atualmente, estão registrados na obra cerca de 1.200 trabalhadores. E a folha de pagamento é de R$ 1,2 milhão por mês, com salários que variam de R$ 800 a R$ 2.300, segundo o engenheiro responsável, José Antonio Bahls Santos. Estima-se que outros 300 homens atuem no local sob responsabilidade de empresas terceirizadas.
Dos 1.200 funcionários já contratados pela obra, que teve início no fim do ano passado, apenas 600 moram na cidade. Cerca de 300 vêm todos os dias de ônibus dos municípios vizinhos. E outros 300 são de longe e estão abrigados no próprio canteiro, em 80 quartos improvisados. Novos alojamentos estão sendo construídos, pois, no pico do projeto, daqui a um mês, o total de trabalhadores deve chegar a 1.500.
Em Londrina, não há mais mão de obra disponível. Por isso, abrimos a Escola de Mulheres. E também vamos recrutar homens no Paraguai, explica Santos. E para onde vai tanta gente quando terminar a construção do residencial? Segundo o engenheiro, os empregos devem ser mantidos durante o próximo ano em quatro outras obras do consórcio em Londrina, Cambé, Arapongas e Rolândia.
● É um programa do Governo Federal que consiste no financiamento da habitação. A meta é construir um milhão de moradias
● Empresas contratadas pelo consórcio para realizar algumas atividades na obra, com o objetivo de reduzir custos





