Rio de Ja­nei­ro - A re­vi­ra­vol­ta nos pre­ços da cons­tru­ção ci­vil (de -0,04% pa­ra 1,39%) de ­abril pa­ra ­maio le­vou à ta­xa ­maior do IGP-DI, que su­biu 0,18% no mês pas­sa­do, ­após avan­çar 0,04% no mês an­te­rior. ‘‘Pra­ti­ca­men­te 100% da ace­le­ra­ção do IGP-DI foi cau­sa­da pe­lo ­INCC-DI (Ín­di­ce Na­cio­nal de Cus­to da Cons­tru­ção)’’, afir­mou. Se­gun­do o coor­de­na­dor de Aná­li­ses Eco­nô­mi­cas da Fun­da­ção Ge­tú­lio Var­gas (FGV), Sa­lo­mão Qua­dros, hou­ve for­tes ace­le­ra­ções de pre­ços em ser­vi­ços (de 0,25% pa­ra 0,81%) e, prin­ci­pal­men­te, em mão-de-­obra (de 0,58% pa­ra 3,49%), no pe­río­do.
  Os ser­vi­ços da cons­tru­ção es­tão com ta­xa de in­fla­ção ­mais for­te de­vi­do à al­guns si­nais de aque­ci­men­to no se­tor, que foi be­ne­fi­cia­do re­cen­te­men­te com a re­du­ção do IPI em al­guns ma­te­riais de cons­tru­ção. En­tre os des­ta­ques es­tão as ace­le­ra­ções de pre­ços em alu­guel de má­qui­nas (de 0,22% pa­ra 0,42%); e ser­vi­ços de car­re­to pa­ra re­ti­ra­da de en­tu­lhos (de 0,01% pa­ra 0,58%).
  En­tre­tan­to, foi o se­tor de mão de ­obra que ­mais co­la­bo­rou pa­ra o avan­ço da ta­xa do ­INCC. Qua­dros lem­brou que es­sa épo­ca do ano é co­nhe­ci­da his­to­ri­ca­men­te co­mo a do ‘‘­auge’’ do ­INCC men­sal, vis­to é o mes­mo pe­río­do em que são re­sol­vi­dos os dis­sí­dios sa­la­riais do se­tor.
  Pa­ra Qua­dros, os ­IGPs em 2009 po­dem re­gis­trar ta­xas ­anuais abai­xo de 3% ‘‘com ­folga’’. Pa­ra Qua­dros, no ca­so do IGP-DI, o ín­di­ce es­tá ca­mi­nhan­do pa­ra uma ta­xa ca­da vez me­nor. Is­so por­que as ta­xas re­fe­ren­tes aos me­ses de ju­nho e de ju­lho do ano pas­sa­do, res­pec­ti­va­men­te de 1,89% e de 1,12%, são mui­to ele­va­das e de­vem ser subs­ti­tuí­das na sé­rie de 12 me­ses por ta­xas me­no­res, re­fe­ren­tes aos me­ses de ju­nho e de ju­lho es­se ano.
  O eco­no­mis­ta co­men­tou que não há ce­ná­rio, atual­men­te, pa­ra a in­fla­ção men­su­ra­da pe­lo IGP-DI e pe­los ­IGPs ‘‘­disparar’’ e atin­gir ta­xas men­sais aci­ma de 1,50%. ‘‘O ­INCC de­ve di­mi­nuir de rit­mo em ju­nho. ­Além dis­so, o IPA (que re­pre­sen­ta 60% dos ­IGPs) con­ta ain­da com mui­tos pre­ços em que­da e em ­desa-celeração’’, afir­mou o eco­no­mis­ta, lem­bran­do que, em ­maio, o IPA-DI re­pe­tiu de­fla­ção apu­ra­da em ­abril (de -0,10%).
  Ou­tro pon­to des­ta­ca­do pe­lo es­pe­cia­lis­ta, que po­de aju­dar a man­ter o IGP-DI de ju­nho em pa­ta­mar com­por­ta­do é o câm­bio. De ­abril pa­ra ­maio, o seg­men­to de ma­te­riais pa­ra ma­nu­fa­tu­ra, ter­mô­me­tro da in­fluên­cia cam­bial na in­fla­ção do ata­ca­do, pas­sou de -0,96% pa­ra -0,78%.
  Na ava­lia­ção de Qua­dros, o IGP-DI de ju­nho de­ve ser me­nor do que o de ­maio, mas ain­da no ter­re­no po­si­ti­vo.

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