Constituição garante direito à informação, diz advogado
O advogado Ricardo Jorge Rocha Pereira, que está representando os quatro pecuaristas que tiveram suas fazendas interditadas disse, ontem, que seus clientes têm o direito constitucional à informação. Essa frase é uma alusão aos resultados dos exames realizados pelo Lanagro, que ainda não foram divulgados oficialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Conforme decisão da Justiça Federal de Londrina o Mapa tem até esta segunda-feira para apresentar esses exames.
Antes dos técnicos do ministério e da Seab recolherem mais material (líquido esofágico) dos animais ainda considerados suspeitos de ter febre aftosa, o advogado disse que seus clientes gostariam de conhecer os resultados dos exames já feitos pelo Lanagro. ''Somente depois disso, é que os pecuaristas irão analisar se concordam ou não com a coleta de mais material dos animais'', disse.
No entanto, ele lembrou que os técnicos sanitários têm poder de polícia e que ''ninguém vai pôr obstáculos para termos certeza se há o vírus da aftosa no Paraná''. ''Só que a Constituição garante o direito à informação e o Ministério terá que apresentar esses resultados à Justiça, conforme a decisão'', afirmou. (F.M.)





