Consórcios vão financiar venda de colheitadeiras
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terça-feira, 06 de maio de 1997
Vânia Casado Sucursal de Curitiba 
Na tentativa de superar o mau desempenho na venda de máquinas agrícolas, no ano passado, que foi caracterizado como o pior ano do setor, as indústrias estão procurando novas alternativas de financiamento. A justificativa é que a única linha de crédito para a compra de máquinas, liberada pelo BNDEs, é cara e não está alavancando as vendas como o setor gostaria. Até consórcios, uma modalidade praticada anos atrás no mercado, estão sendo reativados. A New Holland lançou recentemente um consórcio para a compra de tratores, com prestação a partir de R$ 215,00 por mês.
Para o técnico da Secretaria da Agricultura, Marcos Zanoto, que acompanha o mercado de máquinas e implementos, a procura por novas fontes de crédito por parte das empresas representa a necessidade de fugir do crédito oficial. Os juros, de 16% ao ano, são muito criticados tanto por produtores como pelas empresas, que vêm suas vendas ainda em níveis muito baixos, apesar da reação que estão ensaiando no mercado.
A administração do consórcio é feita pelo Banco Fiat, que financia tratores de 52 a 103 cavalos, no prazo de 100 meses. O consórcio foi lançado há uma semana, durante a feira agropecuária Agrishow, em Ribeirão Preto, e a empresa acredita que em poucos dias deve fechar o primeiro grupo, com 200 participantes. O diretor comercial da New Holland, Rasso von Reininghaus admite que o lançamento dos consórcios representa uma tentativa da empresa para alavancar as vendas, apesar de que este ano elas serão 30% maiores do que o ano passado. Ocorre que em 1996 foram vendidas 10.000 unidades em todo o país, que foi o pior ano nos últimos 34 anos. Portanto, mesmo vendendo 13.000 unidades que é a expectativa da indústria, o mercado precisa de uma ajuda porque está longe de um ano normal como em 1994, quando foram vendidas 40.000 unidades, observou Reininghaus.


