Consórcios são saída para pequenos elevar exportações
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segunda-feira, 29 de setembro de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba A criação de consórcios, cooperativas ou associações de empresários é a solução para que as pequenas e médias empresas possam reunir volume de produto para ser exportado. E sem a participação das pequenas e médias empresas fica difícil o País alcançar a meta de dobrar as exportações para 20% do Produto Interno Bruto (PIB) no período de quatro anos como quer o governo federal, disse o presidente do Sebrae no Paraná, Helio Cadore Júnior.
Cadore Júnior participou ontem, em Curitiba, do seminário ''Promoção de exportações'', organizado pelo escritório de representação do Ministério das Relações Exteriores no Paraná e que discutiu a adoção de uma pauta sólida de exportações para o País. O Paraná foi incluído na agenda do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para contribuir para o aumento das exportações dos atuais US$ 69 bilhões, que devem ser consolidados este ano, para US$ 100 bilhões até 2007.
A preocupação no entanto, é que a pauta de exportações do Paraná está muito concentrada no setor primário da economia, situação que pode ser alterada em poucos anos em função de mudanças da dinâmica do mercado internacional, analisou Mário Mugnaini Júnior, secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo ele, o Paraná precisa diversificar sua pauta de exportações. Ele vê com satisfação o impulso dado às exportações do Estado com o crescimento da exportação de automóveis e motores, produtos de maior valor agregado.
Mugnaini Júnior salientou que, durante o primeiro semestre, período em que as exportações agrícolas superam as exportações de produtos manufaturados, o Paraná já está disputando o segundo lugar no ranking das exportações brasileiras ao lado de Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De janeiro a agosto deste ano, o Estado exportou US$ 4,7 bilhões e a expectativa é atingir US$ 7,8 bilhões, devendo superar a marca de 10% das exportações brasileiras.
Para o representante da Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Santiago Gallo, o governo do Estado já está fazendo sua parte para diversificar a pauta de exportações. Segundo ele, o governo elegeu seis produtos dos setores de confecção, produtos orgânicos, eletroeletrônicos, cosméticos e higiene pessoal, artesanato e madeira. Bordado infantil, sabonetes, soja e açúcar orgânicos e móveis já foram definidos como produtos prioritários. Falta definir os produtos dos demais setores, disse.


