Consórcios repassam reajuste dos carros
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quinta-feira, 28 de janeiro de 1999
Agência Estado 
As administradoras de consórcios já estão repassando integralmente para as prestações os aumentos de preços dos veículos nacionais e importados. Neste caso, o valor do dólar médio utilizado varia entre R$ 1,30 e R$ 1,31, bem abaixo do que o mercado de câmbio vem sinalizando nos últimos dias. As administradoras também não temem retração no setor por conta da desvalorização do real, a alta dos juros e a possibilidade da volta da inflação.
Com a alta dos juros, as vendas por meio de consórcio ganham visibilidade, diz o presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Vitor César Bonvino. A expectativa do setor é que haja uma migração de parte das vendas financiadas atreladas ao dólar e do leasing para os consórcios por causa dos juros altos e da desvalorização do real.
Segundo o diretor da Abac, Stefan Ritschel Filho, nem mesmo a inflação poderá atrapalhar esse sistema de vendas. Em 1993, quando os índices de preços estavam na casa de 50% ao mês, os consórcios reuniam 1,550 milhão de associados, um número recorde na época. É que o impacto dos aumentos de preços acaba sendo diluído nas prestações dos planos de longo prazo porque a compra é solidária. Um aumento de 5% no valor do bem, por exemplo, num plano com prestação de R$ 300, significa uma alta para R$ 315.
Para 1999, a expectativa da Abac é de repetir o desempenho alcançado no ano passado. O faturamento do setor em 1998 foi de R$ 960 milhões, 4,3% acima do resgistrado no ano anterior. As administradoras de consórcios movimentaram no ano passado R$ 10 bilhões, apesar da retração de 9,9% no número de consorciados e da queda 11,4% na quantidade de grupos em andamento.


