As administradoras de consórcio de veículos do País devem obter um crescimento de 25% neste ano, com faturamento bruto de R$ 9 bilhões. Apesar disso, o setor continua aguardando a edição de normas do Banco Central para desregulamentar o sistema. Hoje, os grupos continuam restritos a prazos de 50 e 60 meses.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), Vitor Bonvino, o setor vem negociando desde o ano passado com o Banco Central um sistema mais flexível de trabalho. A diretoria do banco alega estar preocupada com a explosão de consumo.
‘‘O texto para a desregulamentação já está pronto. Só estamos dependendo do aval da diretoria do banco’’, comenta o presidente da Abac. Vitor Bonvino descarta a hipótese de descontrole no consumo. ‘‘Ninguém compra um carro por impulso, mas o consumidor quer comprar do jeito dele. A situação atual é um entrave à nossa atividade.’’
Com a desregulamentação, as administradoras também ficariam livres para administrar sorteios e lances (hoje, são obrigadas a oferecer os dois mecanismos). No caso de imóveis, os grupos podem ser aberto somente para unidades residenciais e com prazo máximo de 100 meses. Com as normativas do BC, o setor passaria a comercializar imóveis comerciais.
Em 1996, as administradoras fecharam o ano com uma arrecadação de R$ 7,3 bilhões e a comercialização de 313 mil veículos. O volume representou, em média, 21,2% das vendas totais do setor automotivo. Neste ano, as vendas devem chegar a 400 mil unidades.
De 1991 até agora, 70 administradoras foram liquidadas após as medidas de restrição do governo. Atualmente, há 442 administradoras ativas no País. O Paraná, com 51 empresas, representa 12% do mercado nacional. O segmento, que já empregou 60 mil pessoas, dispensou quase a metade do quadro de pessoal nos últimos cinco anos e hoje conta com 32 mil funcionários.

mockup