Consórcio vai construir termelétrica no Rio
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
A Petrobras, a Enron Comercializadora de Energia e a Sociedade Fluminense de Energia (SFE), que é uma sociedade de propósito específico 100% da Enron, assinaram hoje o contrato de constituição do consórcio Rio Merchant para a construção da usina termelétrica de Seropédica.
A Petrobras não vai investir nada dos US$ 250 milhões que o consórcio vai empregar na usina para que ela gere os 388MW planejados. Todos esses recursos virão da Enron. A estatal só vai entrar com o fornecimento de gás e a garantia de comprar a energia produzida pela usina, por um preço que a Petrobras não quis divulgar, caso o mercado não absorva essa energia.
No pior dos mundos, a rentabilidade da usina garantida pela Petrobras será bem abaixo da normal, mas estudos indicam que nos próximos cinco anos a demanda por energia deve crescer, então esse risco praticamente não existe, disse o gerente-executivo de Energia da Petrobras, Nestor Cerveró.
Caso o preço da energia cresça, os sócios, inclusive a Petrobras, dividirão os lucros. Cerveró disse que também não poderia divulgar qual o percentual que a Petrobras teria direito.
Segundo Cerveró, a maior especificidade deste contrato o diferenciando dos demais no setor é que a Petrobras não vai garantir 100% de gás o tempo todo para a usina de Seropédica (RJ) e nem a usina tem o compromisso de comprar uma quantidade mínima de gás. A expectativa da Petrobras, no entanto, é vender dois milhões de metros cúbicos de gás por dia para a usina por cinco anos, a partir de agosto de 2001.


