Um associação de sete empresas privadas com quatro estatais irá construir a Usina Hidrelétrica de Machadinho, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. O contrato para formação desse consórcio foi assinado ontem, em solenidade no Palácio do Planalto, na presença do presidente Fernando Henrique Cardoso.
A iniciativa é uma das alternativas encontradas pelo governo para evitar o colapso de energia. ‘‘O setor privado está respondendo à conclamação para investimento em infra-estrutura no País’’, disse o ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito.
Ao todo, o capital público ficou com 40,67% das ações e o privado com 59,33%. Do orçamento para construção da usina será, 30% serão de recursos próprios do Grupo de Empresas Associadas - GEA, e o restante será captado junto a instituições financeiras.
Está prevista a geração de 4 mil empregos diretos e indiretos e serão relocadas 1.500 famílias de 10 municípios. A primeira unidade geradora de energia deverá ser concluída em setembro de 2003, mas o governo quer antecipar essa data. ‘‘Nosso desafio é colocar Machadinho em operação em dezembro de 2.001’’, discursou Raimundo Brito. A usina deverá gerar 1.040 megawatts de energia, o que significa 20% a mais de energia na região.
Segundo o ministro de Minas e Energia, o consórcio de Machadinho é mais um resultado do estímulo à entrada da iniciativa privada no setor de energia. Segundo Brito, desde o início do governo, já foram dadas 86 concessões de usinas térmicas e hidrelétricas à iniciativa privada.

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