Só deve comprar cota de consórcio quem tiver certeza de que poderá retirar o carro no início do grupo, por meio de lance ou de pagamento antecipado de um número predeterminado de prestações. Quem apostar apenas na sorte corre o risco de fazer um péssimo negócio. Se for o último sorteado, por exemplo, terá pago antecipadamente o valor do bem e os encargos, sem condições de utilizá-lo.
Para quem não tem pressa em receber o carro, é mais vantajoso financeiramente programar a compra depositando o valor equivalente à prestação do consórcio na poupança, sugere o matemático José Dutra Vieira Sobrinho. Assim, em caso de interesse pela compra de um carro avaliado em R$ 13 mil, após 50 meses e com rendimento estimado em 1% ao mês, o saldo acumulado na conta ficaria em R$ 18.772,00. Um valor que possibilita a compra do carro à vista, com direito ainda a uma sobra de R$ 5.772,00.
Para quem pode oferecer lance no grupo, a modalidade de consórcio com entrega antecipada do carro deve ser analisada, porque o juro cobrado é baixo. A GM oferece essa opção com prazo de 50 meses. Por esse sistema, o consorciado paga seis ou dez parcelas como lance, à vista, e tem garantida a entrega imediata do veículo. Na compra por meio desse sistema de um carro avaliado em R$ 13 mil, por exemplo, o interessado pagaria, à vista, 10 prestações de R$ 291,20, que totalizariam R$ 2.912,00, e o restante em 40 parcelas de R$ 291,00, equivalentes a R$ 10.088,00. O juro embutido nessa operação, segundo Vieira Sobrinho, seria de apenas 0,72% ao mês. ‘‘Mais baixo até que a taxa cobrada no leasing’’, compara.

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