Consórcio para imóveis pode ser mais barato que SFH
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O mercado de consórcio de imóveis, ainda pouco difundido no País, pode ser uma opção de aquisição da casa própria de forma menos onerosa para o bolso do consumidor. Estudo realizado pela Associação Nacional das Entidades de Serviços Financeiros (Anefac) mostra que a vantagem do consórcio sobre o financiamento bancário é pequena, mas nada desprezível.
Num financiamento pelas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de R$ 80 mil, por exemplo, ao fim de um parcelamento de 180 meses, o proprietário da casa teria pago R$ 190,5 mil, enquanto no consórcio, ao término do mesmo prazo, o desembolso corresponderia a R$ 185,7 mil. Ou seja, neste caso, a economia seria de R$ 4,8 mil, equivalente a uma redução de 2,6%. A diferença é que no financiamento tradicional o valor da prestação é decrescente e tem incidência de taxa de juros, diz o vice-presidente da Anefac, Miguel Oliveira.
O consórcio, porém, cobra taxa de administração, entre outras. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Administração de Consórcios (Abac), Eríodes Batistella, em número de participantes o consórcio de casa cresceu 150% entre 1996 e 2000. Para este ano, a meta é expandir 8%. Para o diretor da Consórcios Remasa , Ricardo Jackues, o setor de imóveis já representa 22% do segmento.


