As modalidades de consórcio - imóveis, veículos e eletroeletrônicos - já estão consolidadas no mercado como uma ferramenta importante para consumidores que querem comprar algum bem mas não dispõem do montante à vista. O setor chega a movimentar R$ 14 bilhões por ano, que corresponde a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, a modalidade mais procurada pelos consumidores é a de imóveis que, no primeiro semestre deste ano, apresentou crescimento de 35% com relação ao mesmo período de 2005.
Em seguida, estão as motos com uma procura 7% maior do que o ano passado, enquanto as vendas de consórcios de automóveis estão estáveis. No acumulado de janeiro a julho de 2006, houve a comercialização de 118 mil novas cotas, 26,8% mais que as 93 mil do ano passado. ''De cada 100 motos vendidas no País, 50 são comercializadas através de consórcio'', afirma Rodolfo Montosa, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Entre o público do consórcio estão consumidores de todas as classes sociais.
O consórcio é formado por um grupo de consumidores interessados em adquirir um certo produto dentro de um prazo já estabelecido. Os pagamentos são feitos através de cotas mensais com, pelo menos, duas contemplações por mês sendo uma delas através de sorteio e outra por lance. O valor das prestações são basicamente definidos com base no valor do bem e no prazo para pagamento que variam de 1% a 2% sobre o total do montante. As parcelas não são acrescidas de juros e, por isso, podem ser reajustadas ou ter seus valores reduzidos conforme a variação do preço de mercado do bem ou do produto.
Mas o valor das prestações não fica por aí. O consorciado terá que arcar com uma taxa de administração (o preço do serviço da administradora) que é de 0,12% ao mês sobre o valor do bem. Ainda há o fundo de reserva (fundo técnico que garante eventuais inadimplências) de 0,08% mensal e um seguro de vida no valor do crédito, que garante a aquisição do bem em caso de morte do consorciado. O índice cobrado é de 0,06% por mês. Das três taxas somente o fundo de reserva volta para o consumidor quando o consórcio chega ao fim.
Crédito - Para Montosa, a principal vantagem do consórcio é que o consumidor recebe uma carta de crédito para adquirir qualquer bem que é considerada como pagamento à vista. ''Com isso, o consumidor tem maior poder de negociação e costuma levar vantagem com a redução de 5% a 10% na compra de um bem. Além disso, o consórcio é um instrumento de poupar'', salienta. Conforme a regulamentação do setor, determinada pelo Banco Central, com uma carta de crédito de consórcio de motocicletas o consumidor poderá comprar também um carro usado.
Já uma carta de automóveis permite a troca por caminhões ou até embarcações, dependendo de análises prévias. No consórcio imobiliário não há qualquer flexibilização.

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