Curitiba As empresas que integram o Consórcio Dominó, acionistas minoritários da Sanepar, não deverão entrar na Justiça contra o decreto do governador que anulou o pacto de acionistas da empresa. Para o conselheiro Ricardo Coutinho de Sena, que representa os interesses da Construtora Andrade Gutierrez, houve um consenso entre as três empresas Andrade Gutierrez, banco Opportunity e grupo francês Vivendi de rejeição à batalha jurídica.
De acordo com Sena, os acionistas queriam a manutenção de Ricardo Perpetuo na diretoria financeira porque entendem que é um profissional qualificado e fez um bom trabalho na empresa. Mas eles aceitaram a indicação feita pelo governador. Sena sinalizou que daqui para frente o clima será de entendimento. Segundo ele, os acionistas acreditam que podem construir uma nova relação com o governo do Estado.
Sena rejeitou a argumentação que o Consórcio Dominó só utilizou o acordo de acionistas para distribuição de dividendos. Ele defendeu o grupo, dizendo que a empresa foi bem administrada e que o lucro é decorrente de boa administração. Ele disse que o Consórcio Dominó não se opõe à redução dos lucros e à retomada de programas sociais por parte da Sanepar, providências já antecipadas pelo governador.
O pacto permitia aos acionistas minoritários a administração total da empresa, inclusive com a deliberação de contrair financiamentos internacionais em nome do governo e também de elevar o percentual de lucros distribuídos aos acionistas.
Sobre a afirmação do governador Requião, que os acionistas terão de devolver parte dos lucros retirados a mais da empresa, Sena disse que não acredita nesta hipótese. Ele afirmou que os dividendos foram distribuídos de forma legal entre os sócios e o governo do Estado utilizou sua parte em projetos sociais: ''E os acionistas minoritários que comparam papéis da empresa em bolsa, como vão fazer? Devolver o dinheiro?'' (V.C.)

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