O consórcio Redram/Transbrasa entra hoje com recurso administrativo contra a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e não descarta a hipótese de recorrer à Justiça contra o governo do Estado. A decisão foi tomada ontem pela diretoria da empresa, após o governo ter suspendido por tempo indeterminado a entrada em atividade do grupo privado no Terminal de Veículos e Contêineres (Tevecon) do Porto de Paranaguá. A empresa avalia que o governo usou métodos insconstitucionais e ilegais para impedir o início do trabalho.
O dia de ontem foi reservado a negociações entre a diretoria do Tevecon e a Appa. O diretor da Redram, Mauro Marder, tentou convencer o superintendente do Porto, Osires Stenghel Guimarães, a voltar atrás e liberar a atividade do consórcio. As negociações foram em vão.
A polêmica entre os arrumadores e a Redram/Transbrasa corre há mais de três meses em Paranaguá, mas somente agora o governo decidiu intervir. O impasse está na forma de contratação de mão-de-obra. O consórcio não quer mais contratar os arrumadores pelo sistema de rodízio.

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