O consórcio de imóveis pode ser opção para quem não tem dinheiro para adquirir casa ou apartamento à vista ou, ainda, não tem como comprovar renda para fechar o negócio pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), nos primeiros seis meses do ano o segmento de imóveis apresentou um crescimento de 24,5%, com 85,6 mil participantes, diante dos 68 8 mil de 2000, confirmando o aumento da procura nos últimos anos. Entre 1995 e 2000, houve uma expansão de mais de 180%.
Para a presidente da Abac, Consuelo Amorim, a evolução ocorreu porque os consórcios ganharam mais independência e flexibilidade nos últimos anos, principalmente no setor de imóveis. ''O consórcio atende qualquer pessoa, independentemente de classe social, com uma ampla variedade de opções, que vai desde a primeira casa própria até um imóvel comercial.''
O funcionamento do sistema segue o modelo dos consórcios de automóveis, mas, em vez de ser contemplado com um carro, o consorciado recebe uma carta de crédito.
Cuidados Segundo dados do Procon-SP, nos seis primeiros meses deste ano houve 125 consultas e 18 reclamações sobre consórcios de imóveis à entidade. A assistente de direção do Procon-SP Dinah Barreto orienta os interessados em ingressar em um consórcio de imóveis que consultem antes o Banco Central (0800-99-2345) para conferir se a administradora está autorizada a formar novos grupos. Além disso, o futuro participante deve verificar também como será calculada a parcela e o índice de atualização das prestações.
A presidente da Abac diz que o interessado em aderir a um consórcio de imóvel deve ter certeza de sua disponibilidade financeira para o ingresso no grupo e, se possível, jamais desistir. ''Isso porque, em caso de desistência, ele só receberá as parcelas pagas no fim do grupo.''

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