Consórcio é bom negócio para quem não tem pressa
Para quem não tem pressa em se mudar para um imóvel próprio, o consórcio pode ser a melhor opção, na avaliação do economista João Rezende, de Londrina. As taxas cobradas são menores do que as oferecidas por bancos.
Num exemplo apresentado pelo economista, em que a carta de crédito é de R$ 30 mil, com prazo de 132 meses para pagamento, as prestações sairiam, hoje, por R$ 299,00. Com uma taxa de administração de 20%, ao fim de 132 meses o valor do imóvel será de R$ 39.485,00, ou seja, um acréscimo de 30%, o que representa 2%, em média, ao ano.
O maior porém é com relação ao tempo que o interessado terá que esperar até ser contemplado. Rezende alerta também para um outro fator que o consumidor deve ficar atento. Em decorrência do prazo extenso para pagamento das cotas e diante da inconstância da economia, muitos consórcios podem quebrar ao longo de uma década.
É preciso ver se o consórcio está regulamentado e se o Banco Central está fazendo o acompanhamento de seu desempenho, observa Rezende, lembrando que no Brasil não há garantias para correntistas de banco e muito menos para consorciados.
Para quem tem parte dos recursos para compra do imóvel, uma alternativa considerada boa pelo economista é dar um lance, adquirir o bem, e assumir as demais cotas do consórcio.
Já quem precisa entrar no imóvel próprio mais rápido, o melhor caminho é buscar financiamento em banco, mas sempre atento às taxas de juros, que variam dependendo do agente financeiro. É preciso avaliar se compensa sair de um aluguel para pagar juros elevados, o que corresponde a deixar de ser escravo de um para se deixar escravizar por outro, comenta. (B.B.)





