Consórcio de imóveis cresce 27,4% no primeiro quadrimestre
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sexta-feira, 28 de junho de 2002
Agência Estado 
São Paulo O crescimento dos consórcios de imóveis, que vem sendo registrado pelo menos nos dois últimos anos, está motivando a expansão do sistema como um todo no Brasil. Nos primeiros quatro meses deste ano, o número de participantes deste segmento cresceu 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 82,1 mil para 104 mil pessoas. E a venda de novas cotas subiu 31,6%, de 18 mil para 23,7 mil.
Este desempenho está compensando em parte a perda de fôlego dos consórcios de automóveis, que por muitos anos foram o o principal produto do sistema. No primeiro quadrimestre, o número total de consorciados, considerando todos os setores, registrou um aumento de 2,1% sobre 2001: passou de 2,83 milhões para 2,89 milhões em todo o País.
De acordo com a presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), Consuelo Amorim, o crescimento do consórcio de imóveis está relacionado à estabilidade econômica do País, que favorece aquisições de longo prazo, aliado à falta de uma política de concessão de crédito com regras estáveis e ainda à maior aceitação pelos consumidores de novas modalidades de compra.
A previsão da Abac é de que o consórcio de imóveis cresça ainda mais com a recente decisão do governo de autorizar o uso do FGTS para o pagamento das parcelas. O perfil dos consorciados de imóveis é o consumidor d a classe média, a mais atingida pela ausência de uma política habitacional.
O valor dos imóveis consorciados é de R$ 50 mil na média do País. Na cidade de São Paulo, onde os imóveis são mais valorizados, o preço médio chega a R$ 100 mil.
Os consórcios de eletroeletrônicos foram no sentido oposto. A comercialização de novas cotas caiu 41% no primeiro quadrimestre, embora o número de participantes tenha ficado praticamente no mesmo nível, de 324,9 mil para 321 mil, o que representa um recuo de 1,2%.


