O consórcio de imóveis vinha sendo apontado como uma alternativa para a aquisição da casa própria depois que a Caixa Econômica Federal (CEF) interrompeu o financiamento para a classe média. Mesmo após o anúncio de que as linhas de crédito imobiliário para a classe média voltarão a partir de janeiro de 2002, as previsões são de que o consórcio continue em ascensão. A expansão deverá ser ainda maior quando a instituição começar a operar neste segmento, cujas regras ainda estão em fase de análise .
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o crescimento do número de cotas vendidas foi de 21,65% em setembro (mês seguinte ao anúncio do término dos financiamentos pela Caixa). Nesse mês, foram negociadas 5,45 mil cotas contra 4,48 mil vendidas em agosto. Já no acumulado do ano, em comparação com 2000, o crescimento é de 44,3%. De janeiro a setembro deste ano, foram vendidas 43,3 mil cotas, contra 30 mil no ano passado.
Segundo especialistas do ramo, o setor já vem num ritmo de crescimento e a decisão da Caixa de ingressar neste segmento é apenas a constatação de que se trata de um bom negócio. ''O setor vem crescendo há dois anos e nesse período o número de cotas vendidas pela nossa empresa praticamente triplicou'', afirma o diretor da Rodobens, José Carlos Dias Marques.

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