Agência Estado
De São Paulo
Mesmo com a redução dos juros e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito direto ao consumidor (CDC), o consórcio continua oferecendo as menores prestações para quem pretende adquirir um automóvel. Vale lembrar que, nesse caso, o bem não será entregue no ato do fechamento do negócio. A entrega vai depender do prazo do contrato, da sorte do participante, que concorrerá mensalmente a sorteios, ou da oferta de lance.
Osmar Couto, gerente do Consórcio GM, acredita que esse mercado não perderá a atratividade por conta das mudanças no CDC. Segundo ele, o consórcio tem um público específico.‘‘O sistema é procurado, na maioria das vezes, por clientes que estão programando a troca do carro ou a aquisição do segundo automóvel da família.’’
A diretora-executiva do Consórcio Profissional (Conprof), Consuelo Amorim, acredita que a mudança no CDC pode até beneficiar os participantes de consórcio. Para não perder seus clientes, as empresas poderão até reduzir a taxa de administração, que hoje varia de 10% a 15% no período. Mas Consuelo afirma que, mesmo com essas taxas, o produto continua mais barato, porque é uma opção planejada. O superintendente de Marketing do Banco Ford, Fausto Ferreira de Freitas Filho, conclui que o consórcio só não é interessante para quem tem urgência em ter o bem.
O consórcio Fiat lançou, na semana passada, o sistema de vendas por televisão. O telespectador é informado sobre o produto e as condições para adquirir as cotas. Quem se interessar poderá ligar para o telefone divulgado na programação e fechar o negócio. Para o diretor do Banco Fiat, Marcos Moreira, essa é uma forma de atrair clientes.

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