Consignado para habitação valerá só acima de 5 mínimos
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terça-feira, 08 de agosto de 2006
Das agências 
São Paulo - A possibilidade de tomar um empréstimo consignado (com desconto em folha de pagamento) para a compra da casa própria só deverá beneficiar trabalhadores que ganham acima de cinco salários mínimos (hoje R$ 1.750).
A informação foi divulgada pelo ministro Márcio Fortes de Almeida (Cidades) por meio de sua assessoria de imprensa. O ministro informou que a medida, que ainda está em estudo pela equipe econômica, valerá para funcionários públicos e também privados, que fechariam convênios com os sindicatos e entidades de classe para viabilizar a abertura do crédito.
A medida tem como objetivo reduzir os juros do crédito habitacional para a classe média. No entanto, se por um lado o banco ganha uma garantia adicional de que vai receber parcelas do empréstimo em dia, o trabalhador vai ficar amarrado ao desconto direto em seu holerite por prazos longos - hoje há alternativas de crédito habitacional com prazo de pagamento de 20 anos enquanto o crédito consignado está limitado a 36 meses.
João Claudio Robusti, presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo), elogiou o regulamentação do crédito consignado para a habitação, mas afirmou que ainda falta ao Brasil uma política mais agressiva capaz de atender a população de baixa renda.
Para ele, os trabalhadores com renda inferior a cinco salários mínimos só terão condição de comprar a casa própria com subsídios do governo. Robusti cita o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) como iniciativa que poderia ser ampliada. Nesse programa o governo utiliza recursos do Orçamento para pagar parte da dívida do trabalhador na compra do imóvel.
Custo - O material usado na construção civil como cimento, tijolo, pedra e ferro, está com preços em queda. De junho para julho a variação passou de 0,46% para 0,28% e influenciou o Índice Nacional da Construção Civil (INCC). A parcela de mão-de-obra, que reflete os reajustes salariais dos trabalhadores do setor, variou em julho 0,58%, ante a taxa de 0,61% de junho.
Em julho, o INCC manteve a trajetória de queda iniciada no mês anterior, registrando variação de 0,41% ante a taxa de 0,52% de junho. Em maio, o índice havia registrado alta de 1,26%, conforme os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região Sul registrou a maior taxa (0,92%) em função de acordos coletivos no Paraná.


