Consenso no leite
O acordo entre indústrias e produtores de leite na definição de um preço de referência para a matéria-prima e mais 14 produtos derivados mostra que a relação entre fornecedores e indústria pode ser uma relação de ganho-a-ganho e não uma exclusão comercial.
É a superação de uma briga que começou no início dos anos 90 com a desregulamentação do mercado. A medida também reafirma o conceito de cadeia produtiva.
Seguinte: o Conselho Paritário do Leite (Conseleite) que reúne produtores e indústrias de Leite do Estado do Paraná, aprovou terça-feira os preços de referência para a matéria-prima e outros itens. A partir de agora, mensalmente o Conseleite vai divulgar a referência para comercialização dos lácteos no Estado.
Os valores projetados para a matéria-prima em janeiro são de R$ 0,3957 para o leite-padrão; R$ 0,4551 para o leite com qualidade superior, e R$ 0,3597 para o leite de qualidade mais baixa.
As partes contrataram técnicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para elaboração de estudos sobre custos emix na comercialização de cada item.
Foram cinco anos de tentativa de aproximação, segundo o presidente do Conselho, Ronei Volpi, representante dos produtodres.
Novo paradigma --- Na definição do presidente do Conselho, Ronei Volpi, a grande quebra de paradigma é que você passa de um mercado desinformado para um relacionamento com informações confiáveis.
Outro conceito é que, a partir de hoje, com o preço de referência, todos ganham ou todos perdem juntos - de acordo com conjuntura de mercado.
Dólar volátil --- A reversão de tendência no câmbio parou ontem o mercado interno da soja, que já vinha vacilando pela queda na Bolsa de Chicago: contratos de março foram cotados a US$ 5,4975/bushel (US$ 12,12/saca).
Dólar/reverte - A moeda norte-americana, que apresentava forte declínio desde o início do ano, reverteu a tendência, encerrando o dia com valorização de 2,06%.
Oleaginosos - Mas a queda da soja foi ontem. Na média dos últimos meses o preço se mantém em ascensão. Motivo: aumento no consumo do óleo que, junto com o de palma, já soma 60% do total do total mundial de óleos vegetais (54% menos de um ano atrás).
Alma & Talento - Gratificante durante as férias foi ouvir o violão do professor Humberto Marinelli Sobrinho, de Presidente Prudente. A competência e bom-gosto desse estudioso da música emocionam. O repertório é um mergulho ao passado da Bossa Nova, Jovem Guarda e muito mais, com clássicos que anteciparam esses movimentos. É um privilégio ouvir. Marinelli é diretor da Escola de Artes Professora Jupira Cunha Marcondes, cujo nome homenageia a inesquecível maestrina paulista.





