Consenso marca eleições empresariais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem Local 
A participação do empresariado nas eleições das associações comerciais e industriais tem um traço de consenso e acúmulo de conhecimento entre seus sucessores. Em Londrina, o empresário Marcelo Cassa, elegeu-se como presidente da Associação Comercial e Industrial (Acil), depois de ser diretor por cinco gestões e na penúltima vice-presidente. Em Arapongas, José Emmanuel de Barros Cotta Filho, está no seu primeiro mandato como presidente da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia), não antes de exercer por 10 anos papéis de direção na entidade. Em Maringá, Adilson Emir Santos, depois de uma década na Acim como diretor, elegeu-se em março passado presidente.
Todos os eleitos tiveram como traço eleitoral a aclamação, devido a ausência de chapa contrária, ou de opositores. Cassa da Acil, eleito ontem para o mandato 2008/2010, credita sua eleição a gestões anteriores das quais fez parte. Segundo ele, o continuísmo das direções se deve ao reconhecimento pelo bom trabalho à frente da entidade do que a uma possível apatia do empresariado. Ele cita, por exemplo, a mobilização social Chega de Luto, encampada pela entidade em 2007, quando 5 mil pessoas protestaram pelas ruas do Centro de Londrina por mais segurança. Foi uma mobilização pacífica, que trouxe mais policiais para a cidade, lembra.
O representante empresarial de Londrina acredita que sua gestão, assim como outras, deverá se pautar por iniciativas que consolidem o crescimento da economia em seus vários níveis. À frente de 2,8 mil empresários, Cassa acredita que o bom momento da economia trouxe desafios como a formação de mais mão-de-bra, devido ao aumento da demanda. Segundo ele, investir em parcerias com os centros de excelência (universidades e escolas técnicas) será de suma importância para manter o crescimetno estável e duradouro. Ele cita como exemplo, a construção de dois shoppings até 2010, quando 600 empresas serão criadas, necessitando de muita mão-de-obra especializada.
A sustentabilidade das empresas é outro ponto apontado pelo novo presidente da Acil. Ele prevê que as empresas não só terão que produzir bem e melhor, mas terão que agregar valor, como a defesa do meio ambiente. Cassa pondera que muitas vezes o empresário é visto como o vilão na questão ambiental, mas lembra que este é problema de todos. Defender um ambiente sustentável pode trazer uma boa imagem para o negócio da empresa, ensina.
O líder da Acil, observa que a lei tributária do País deve ser seguida regiamente. Entretanto, fazer manifestações de insatisfação junto aos gestores públicos quanto à pesada carga tributária, também deverá ser a preocupação das associações comerciais em geral. Devemos reivindicar aos técnicos do governo que analisem esta questão (carga tributária), pois ela representa uma abuso contra a saúde econômica das empre-sas, pontua.


