Conselho vai acompanhar de perto situação da Varig
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sexta-feira, 18 de abril de 2003
Nilson Brandão Junior<br>Agência Estado 
Rio - O conselho deliberativo da Fundação Ruben Berta, a quem cabe, em última análise, aprovar ou rejeitar a fusão com a TAM, decidiu acompanhar de perto a situação da empresa, em meio às crises internas do Grupo Varig e às divergências dos últimos dias com o governo. Na prática, boa parte dos conselheiros está sem informação sobre a proposta apresentada pelo Banco Fator e descontente com as divergências internas do conselho de curadores, um grupo de sete pessoas eleitas para administrar a FRB, mas que vem se desentendendo.
No próximo dia 24, um grupo de colegiados se reunirá no Rio para discutir a situação do grupo e montar estratégia para a provação de um requerimento de assembléia extraordinária da FRB, com pedido de destituição e recomposição do conselho de curadores. Até ontem, o requerimento contava com cerca de 110 assinaturas do total de 220 colegiados, segundo um dos membros.
Há colegiados insatisfeitos com as disputas entre os curadores. Além disso, prossegue a mesma fonte, não se tem avaliação definitiva no colégio deliberativo sobre eventual fusão com a TAM por absoluta falta de informação. O mesmo colegiado informa que qualquer negócio significativo envolvendo o Grupo Varig tem de passar pelo crivo do colégio deliberante, uma espécie de ''senadinho'' da fundação.
''Na prática as pessoas ainda não entederam o plano e a dúvida está no ar'', argumentou. Além disso, colegiados se ressentem da falta de um Plano B, para o caso de o projeto de fusão com a TAM ser considerado inadequado ou simplesmente fracasse no meio do caminho.
O requerimento para a assembléia será encaminhado semana que vem ao conselho de curadores, a quem cabe, pelo estatuto, fazer a convocação. Caso aprovado, o encontro deverá ocorrer logo depois de outra assembléia, esta convocada para o próximo dia 30, para debater sobre o plano de fusão. Segundo outro membro do colégio, a reunião teria sido convocada pelo curador Yutaka Imagawa, que estaria se antecipando às críticas de membros do colegiado que preferem a dissolução e recomposição do conselho de curadores.
Já fontes ligadas à direção da Varig informaram que o documento encaminhado pelo Banco Fator não especifica os porcentuais de participação acionária das partes dentro da empresa resultado da fusão. Especula-se, contudo, que a fatia da Varig poderia variar entre 5% e 10%, bem abaixo do pedaço da TAM. Credores ficariam com o restante do capital.


