Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) não discutiu ontem uma eventual elevação da meta de inflação para 2005, informou o diretor de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Darcy. Segundo ele, a única discussão prevista sobre o tema na agenda do CMN está marcada para junho, quando será fixada a meta de inflação para 2006.
Essa discussão, porém, já estava programada muito antes de começar o debate em torno de uma possível alteração na meta. A proposta de elevar de 4,5% para 5,5% a meta de inflação de 2005 foi apresentada pelo líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). Ele defende que a meta de 5,5% seja fixada para 2005 e 2006. Dessa forma, seria possível dar uma ''folga'' maior para a política de juros do governo e ainda assim manter uma meta ''ambiciosa'' para a inflação.
A informação no Ministério da Fazenda, porém, é de que o tema ''não figura na pauta de discussões'' da área econômica. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não descartou a possibilidade de o tema vir a ser discutido. Não está em questão, porém, nenhuma alteração da meta de 2004.

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