Conselho para América Latina: manter reformas
O informe do Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que os países da América Latina devem prosseguir com suas reformas estruturais para assegurar que a atual recuperação econômica do continente seja realmente sustentável.
Esta é a terceira vez que a região apresenta uma melhoria no crescimento depois de uma longa crise, disse a publicação. A atual recuperação se parece com as ocorridas em 1984/85 e em 1991/92, mas desta vez há a vantagem de que as taxas de inflação são muito mais baixas, diz o informe. O FMI prevê um crescimento do PIB regional de 4,1% este ano, depois de crescer 3,4% no ano passado.
O chefe dos economistas do FMI, Michael Mussa, disse em entrevista coletiva que as perspectivas são boas para a América Latina desde que os países da região continuem com as reformas estruturais. Não concordo com afirmações de que a região tem tido um desempenho decepcionante nos últimos anos, disse.
O economista acredita que o México deverá estar novamente equilibrado economicamente no final do próximo ano, superando todos os efeitos da crise financeira de 1994. A respeito da Argentina ele também manifestou a confiança de que os problemas estarão superados antes de 1999.
A publicação diz que a economia argentina cresceu muito após a estabilização do começo da década. Depois sofreu um revés quando o México entrou em crise, mas deverá chegar em breve a um crescimento do PIB de 7,5%.
Segundo o FMI, a América Latina pode manter e inclusive acelerar seu atual ritmo de crescimento, mas para isso necessita firmar os equilíbrios macroeconômicos e avançar com uma segunda geração de reformas que distribua melhor a renda.
BIDConseguir que os benefícios das reformas sejam compartilhados mais amplamente é um requisito para garantir sua durabilidade e um meio para escalar novos degraus de rendimento, segundo um estudo divulgado na segunda-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que coincide em suas grandes linhas com o informe do FMI.
O BID assinalou a respeito que a reforma educacional é o principal obstáculo a longo prazo para que a América Latina obtenha taxas de crescimento de 6,5% ou mais, necessárias para solucionar os crônicos problemas de pobreza e má distribuição de renda.
Por sua vez, o FMI destacou que as exigências da segunda geração de reformas se aplicam também em muitos casos nos países desenvolvidos e incluem a necessidade de acelerar o progresso social e investir em capital humano.





