Site para consulta informal sobre votação de plebiscito para Sercomtel apresenta resultados parciais
Site para consulta informal sobre votação de plebiscito para Sercomtel apresenta resultados parciais | Foto: Reprodução



O Consus (Conselho de Usuários) da Sercomtel lançou nesta segunda-feira (26) a consulta pública sobre a revogação da lei que submete a venda da telefônica a um plebiscito. O voto pode ser dado pela internet, tanto pelo aplicativo Whatsapp quanto pelo Facebook, até o dia 7 de março. Até as 17h desta segunda, 332 pessoas haviam votado e a maioria (65%) era contrária à revogação.

A consulta pode ser iniciada no site criado especificamente para a ocasião. Nele, o usuário escolhe por qual meio quer votar e o sistema dá prosseguimento ao processo automatizado. Não é necessário fazer nenhum cadastro. A página também dá um balanço parcial dos votos em cada plataforma escolhida. "Não é possível votar duas vezes. Se o usuário tentar, recebe uma resposta com o balanço até aquele momento", explica o presidente do Consus, Ronan Botelho.

Ao aderir, o usuário responde à pergunta: "Você julga que, sendo revogada a Lei do Plebiscito — Lei n° 7.347 — , a Sercomtel terá mais oportunidades de crescimento no mercado das telecomunicações?" O texto também traz link com acesso à lei e ao pedido de consulta das entidades que querem a revogação do dispositivo, alegando que ele "amarra" a tomada ágil de decisões, características do ramo de atividade da companhia estatal.

O presidente do conselho explica que a votação não terá um efeito prático, mas constará no parecer que será entregue ao prefeito. "É uma consulta informal. Se não fizéssemos esse questionamento à população, o próprio prefeito poderia fazer, mas é um jeito [que o Consus encontrou] de conversar com a população, colocando a ela que a Sercomtel tem um problema que precisa ser resolvido antes que o problema estoure", explica. A possível revogação necessita de um projeto de lei do Executivo, que deverá ser aprovado pela maioria da Câmara Municipal de Londrina. "Provavelmente os vereadores chamarão uma audiência pública, se houve esse projeto de lei", diz Botelho, que foi diretor do Legislativo entre 2015 e 2016.

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