Brasília - As empresas da construção civil terão uma ajuda adicional com recursos do FGTS que vai aumentar o volume de crédito disponível para o setor. O Conselho Curador do FGTS aprovou a liberação de mais R$ 3 bilhões para aplicação em fundos imobiliários e debêntures dessas empresas. A resolução foi publicada ontem no ''Diário Oficial da União''.
Essa operação de ajuda ao setor foi criada em dezembro do ano passado, quando os efeitos da crise financeira internacional estavam paralisando o lançamento de novos empreendimentos imobiliários. Na época, foram destinados R$ 3 bilhões, dinheiro que, de acordo com a resolução, já está integralmente comprometido com operações contratadas ou em vias de contratação na Caixa Econômica Federal.
Apesar de terem sido liberados mais R$ 3 bilhões, o texto da resolução informa que existe uma demanda adicional, já apresentada pelas construtoras à Caixa, no valor de R$ 5 bilhões. Nesse tipo de operação, o dinheiro do FGTS é utilizado na aquisição de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (os chamados FIDCs).
Também podem ser adquiridas debêntures (títulos de dívida de empresas) com lastro em operações de habitação. O dinheiro é utilizado para financiar projetos habitacionais dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

ENTENDA O ECONOMÊS
Debênture: Título mobiliário que garante ao comprador uma renda fixa, ao contrário das ações, cuja renda é variável. O portador de uma debênture é um credor da empresa que a emitiu, ao contrário do acionista, que é um dos proprietários dela. As debêntures têm como garantia todo o patrimônio da empresa. Debêntures conversíveis são aquelas que podem ser convertidas em ações, segundo condições estabelecidas previamente.

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