Curitiba - O Conselho de Política Automotiva, que avalia as condições do trabalhador nas montadoras de automóveis Audi/Volkswagen, Renault e Volvo e a redução de acidentes e doenças ligadas à atividade, vai assinar no próximo dia 21 um termo de compromisso com as empresas estipulando prazos para que elas implantem as modificações sugeridas pela força-tarefa do setor automotivo.
  O chefe do setor de segurança e saúde do trabalhador da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT-PR), Sérgio Silveira de Barros, disse que uma auditoria de 80 horas nas linhas de produção das montadoras revelou a necessidade de ginástica laboral, rodízio efetivo de funções na produção e avalição ergonômica nas estações de trabalho. Além disso, foi detectado problema de comunicação interpessoal nas empresas, com isso, os problemas dos trabalhadores não passam da chefia imediata.
  A força-tarefa, integrada por representantes dos trabalhadores, do Governo do Estado, do INSS, da DRT, do Ministério Público do Trabalho e das empresas montadoras, realizou entre os dias 7 e 9 deste mês novas visitas às fábricas para analisar as modificações já efetuadas pelas empresas e os prazos para a implantação das mudanças. As visitas foram realizadas em função de um relatório preliminar da força-tarefa, que traçou um diagnóstico e o indicativo das correções.
  Outra decisão do Conselho de Política Automotiva foi a análise de todos os casos de concessão de benefícios B-13 (afastamento de doença comum) e das demais situações. A equipe médica trabalhará todas as quartas e quintas-feiras.
  O Conselho de Política Automotiva foi instalado no ano passado pelo governador Roberto Requião, diante de denúncias do aumento no número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais em montadoras do Paraná. As denúncias foram recebidas pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e pelo Ministério Público do Trabalho.
  Segundo dados da DRT, o Paraná é o quarto Estado com maior número de acidentes de trabalho e só perde para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A média de acidentes por ano é de 33 mil casos. Em 2005 foi registrado um crescimento de 15%. Entre os setores que mais têm apresentado acidentes estão o madeireiro, abatedouros de frango, frigoríficos e as montadoras.
  Segundo Barros, os problemas de saúde mais comuns em trabalhadores de montadoras são doenças articulares provocadas por posturas inadequadas e esforços estáticos e repetitivos.

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