As ações de responsabilidade social de uma empresa podem não vir somente no desenvolvimento de ações comunitárias. A consciência ecológica também se mostra bastante presente entre os consumidores. A Unimed Londrina, por exemplo, praticamente só utiliza papel reciclado em todas as suas ações: desde os boletos bancários distribuídos aos seus 33 mil clientes aos papéis de uso interno. A medida foi tomada depois de um cálculo feito pela empresa que constatou que em um ano eram necessárias 300 árvores para suprir toda a sua necessidade do produto.
O resultado gerou uma mudança de comportamento e a partir do início deste ano a Unimed resolvou optar pelos reciclados. A alternativa não trouxe prejuízos ou ganhos financeiros, uma vez que o preço do papel sulfite e do reciclado, atualmente, têm preços equivalentes. ''Essa medida foi fruto de um processo interno a partir do uso consciente dos recursos naturais como energia elétrica e água até chegar ao papel. Estamos preocupados com toda a cadeia de produção, que gera um mundo mais sustentável'', afirma Rafael Lamastra Júnior, coordenador de Política de Responsabilidade Social da Unimed Londrina.
Já o comerciante Fernando Félix Silva, sócio-proprietário da Eco Design, trabalha apenas com produtos oriundos de demolição como madeira, tijolos e até ferro. ''Não se trata apenas de reaproveitamento, mas tem toda uma parte ecológica por trás. O progresso derrubou as matas e hoje temos que ter essa preocupação, temos que ter o verde com locais não habitados'', salienta. A exemplo das indústrias, o trabalho com demolição também gera empregos porque usa muita mão-de-obra nas obras de recuperação e manutenção. É o caso da peroba rosa - espécie já extinta - que requer cuidados mesmo depois de utilizada em móveis. ''Penso nas crianças, que quando adultas podem não ter algumas espécies que temos hoje. Acredito que a preservação é importante para deixarmos para as gerações futuras'', comenta. (F.M.)

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