O consumidor consciente da sua responsabilidade na preservação do meio ambiente tem que adotar um novo jeito de fazer compras. A campanha lançada no mês passado pelo Ministério do Meio Ambiente com o slogam ‘‘Saco é um Saco. Para nós, para a cidade, para o planeta e para o futuro’’, reforça a necessidade de se recusar as sacolas plásticas do comércio, sempre que possível, adotando alternativas para o transporte das compras e o acondicionamento de lixo.
  Anualmente, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas e cada brasileiro utiliza aproximadamente 66 sacos para lixo por mês. Dados de organismos internacionais mostram que 500 bilhões de sacolinhas estão pelo mundo, contribuindo com a poluição e a má qualidade de vida. O plástico leva mais de 400 anos para se decompor.
  Apesar de todos os apelos, ainda é pequeno o número de pessoas que recusa as sacolinhas plásticas na hora das compras. Um dos motivos, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma característica da sociedade brasileira: o reuso das sacolas para o acondicionamento de lixo, que acontece em todas as classes sociais.
  Além das sacolas retornáveis, que podem ser facilmente encontradas em qualquer supermercado a partir de R$ 3, o consumidor pode adotar, por exemplo, o tradicional carrinho de feira. Conforme consulta feita pela FOLHA em loja especializada em utilidades domésticas em Londrina (Gaspeças), esses carrinhos custam de R$ 35 (alumínio cromado) a R$ 129 (ferro pintado).
  ‘‘Nossa orientação é que os condomínios comprem esses carrinhos e deixem à disposição de todos os moradores. Isso já vai criando um hábito para quem mora em prédio’’, aponta Ana Domingues, representante da ONG Fundação Verde, de Maringá. A entidade tem atuação nacional e desde 2005 vem trabalhando no projeto Sacolas Ecológicas, cujo objetivo é conscientizar e mobilizar a sociedade para abolir o uso das sacolinhas plásticas.


Desde maio de 2008, o comércio é obrigado a substituir as sacolas de plástico tradicional por plástico oxibiodegradável, que leva em média três meses no sol e a partir de 18 meses nos demais ambientes para se decompor

Segundo o superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, 50% das sacolas distribuídas nos estabalecimentos do Paraná já são oxibiodegradáveis

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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