Dos três principais candidatos à presidência do País, apenas Aécio Neves (PSDB) participou do congresso da Abag. A presidente Dilma Rousseff (PT) foi representada pelo vice, Michel Temer. Apesar de muitas críticas dos representantes do setor à respeito da atuação do governo atual, Temer salientou que a presidente Dilma tem incentivado o agronegócio. "É um dos motores da economia nacional, com boa parte do PIB derivando do sucesso do segmento. Tem um prestígio extraordinário do governo, que tem oferecido juros subsidiados e incentivos variados", decretou ele.
Ele salientou ainda "que o produtor era considerado inimigo do meio ambiente" até a aprovação do Código Florestal durante o governo Dilma. "Fiz uma comissão especial para que o Código Florestal fosse aprovado e desse segurança jurídica ao setor", lembrou Temer.
O coordenador da campanha de governo de Eduardo Campos (PSB), Maurício Rands, lembrou das dificuldades que o produtor brasileiro tem em lidar com a burocracia, que, segundo ele, inibe os investimentos globais. "O Brasil precisa ter mais protagonismo na agenda internacional, romper os limites do Mercosul e celebrar acordos com outros blocos comerciais de forma bilateral".
Outro ponto relatado por Rands é acerca da infraestrutura e logística, tão precária e discutida pelo setor. "No País, o custo desta área atualmente ao produtor é de 40%, enquanto em outros países fica em 15%. É preciso uma gestão comprometida com resultados, com padrões de governança munidas de agências reguladoras independentes. Em relação aos mecanismos de seguro e financiamento para o produtor, pretendemos manter o aporte que já é ofertado pelo Tesouro Nacional, atendendo o setor de forma plena", complementou.
O candidato Aécio Neves frisou que da porteira para dentro o agronegócio do País é o mais produtivo do mundo. Para ele, o problema começa da porteira para fora, quando faltam rodovias e portos competitivos. "O que temos que fazer é declarar guerra ao Custo Brasil. Com a simplificação do nosso sistema tributário e regras claras que permitam o retorno dos investimentos. Investir na infraestrutura impactará na competitividade do agronegócio brasileiro", salientou ele.
Aécio também disse que está na pauta do seu governo resgatar o etanol, não apenas por responsabilidade econômica ou social, mas também ambiental. "O etanol sofre uma concorrência desleal da própria Petrobras. Tivemos mais de 40 usinas fechadas ao longo dos últimos anos, cerca de 20 em processo de liquidação e perdemos centenas de milhares de empregos no campo. Vamos discutir políticas de preços mínimos, para que o produto resgate sua capacidade competitiva".
Quanto às questões ambientais, o candidato disse ser completamente viável o País continuar crescendo em produtividade e também ter responsabilidade ambiental. (V.L.)

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