Conquistas econômicas de países pobres são frágeis, diz a ONU
Os países mais pobres do mundo tiveram um crescimento superior à média mundial em 1997, mas suas economias são muito vulneráveis aos efeitos negativos vindos do exterior, indicou ontem um estudo da ONU. O Produto Interno Bruto (PIB) do conjunto dos 48 países menos desenvolvidos do planeta - grupo do qual não faz parte nenhum país da América Latina - aumentou 4,8% em 1997 - contra 3,2% para o conjunto da economia mundial -, segundo o informe de 1998 sobre os Países Menos Adiantados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
O relatório também contém alguns comentários sobre regiões cujos países não integram o mencionado grupo de 48 estados, como a América Latina. Assim, os países latino-americanos conseguiram limitar a gravidade dos efeitos negativos da crise asiática, graças às reformas econômicas realizadas nos anos 80.
Não obstante, a referida crise provavelmente tenha consequências na América Latina este ano e em 1999. O crescimento baixará na Argentina, Brasil, Chile e México este ano, como consequência das políticas de austeridade.
Por sua vez, os países menos adiantados obtiveram um forte crescimento, apesar de um contexto geral parcialmente desfavorável. Assim, a ajuda internacional ao desenvolvimento não aumentou, o endividamento externo manteve um nível elevado, os preços das matérias-primas baixaram e ocorreram inundações e outras catástrofes naturais, vinculadas ao El Ni¤o, lembrou o relatório. O crescimento total registrado em 1997 - após aumentos do PIB de 5,5% em 1996 e 4,5% em 1995, respectivamente - alcançou, contudo, níveis muito diversos de uma região a outra.





