Conquista deve ampliar mercado e melhorar preços
Curitiba - Quando chegar ao patamar de área livre da aftosa sem vacinação, o Paraná terá ganhos tanto na conquista de novos mercados como obterá preços melhores para a exportação da produção. A opinião é do secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara.
Segundo o secretário, o primeiro passo do governo será ''colocar gente onde precisa'', ou seja, contratar mais funcionários. Serão contratados cerca de 350 a 400 novos servidores entre cargos de nível médio e superior como técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e médicos veterinários para trabalhar em barreiras sanitárias, inspeção, laboratórios, defesa sanitária animal e vegetal e fiscalização de insumos agropecuários.
Segundo Ortigara, já foi encaminhada uma mensagem para o governador Beto Richa para a criação da Agência de Defesa Agropecuária e a expectativa dele é que esse assunto seja votado pela Assembleia Legislativa em agosto.
Com a criação da agência, será possível realizar concurso público para a contratação dos funcionários. O secretário acredita que até o final de 2011 ou começo de 2012 será possível concretizar o aumento de servidores. ''Não trabalho com a hipótese de funcionários temporários'', disse.
Ortigara prevê que, em 2013, o Estado consiga o reconhecimento de área livre do Ministério da Agricultura e, em 2014, da OIE. Antes disso, há uma série de ações a serem tomadas além da contratação de pessoal.
De acordo com Ortigara, será necessário estruturar as 36 barreiras que hoje existem nas fronteiras do Estado, investimento já teve início. Também será realizada a integração de algumas barreiras na divisa com Santa Catarina.
O secretário ressaltou que hoje há R$ 31 milhões no caixa do Fundo de Abate Sanitário, valor destinado a possíveis indenizações a produtores. Segundo ele, há mais R$ 9 milhões retidos no Estado que são oriundos de contribuições dos produtores e das indústrias que deverão ser somados aos R$ 31 milhões já existentes.
Será necessário ainda fortalecer os conselhos municipais de sanidade agropecuária. ''É preciso investir para obter um padrão sanitário melhor'', concluiu. (A.B.)





