Conivência do Banco Central no caso da Leasing, denuncia Osmar
O senador Osmar Dias sustenta que houve conivência do Banco Central ao liberar os recursos sem que o relatório da auditoria da Banestado Leasing fosse divulgado. O que ficou acordado é que o Banco Central não iria repassar os recursos relativos aos desvios da Leasing. Isso não foi cumprido. E a conta será paga por toda a população paranaense. O desvio chega a R$ 344 milhões, equivalente a dois TRTs de São Paulo e o governo do Paraná vem tratando do assunto sem a mínima transparência, tentando minimizar o escândalo. Um terço da dívida do Estado refere-se ao rombo no Banestado, esclarece. Dias quer que o BC torne público o relatório da auditoria independente que foi realizada para apurar as irregularidades na gestão do Banestado e na Banestado Leasing. Consultamos um técnico do Banco Central e questionamos por que não houve a divulgação das irregularidades, uma vez que foram constatadas pela auditoria. A resposta foi grossa e sem convencimento: questão ética. Como disse o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, que também teria sido visto jantando em uma churrascaria em Curitiba, a respeito do constrangimento por que passa sua família, alegando que trata-se de calúnia e injustiça. Só falta invocar a ética também. Osmar Dias está cobrando agora agilidade do Ministério Público para que os responsáveis pelos desvios na Banestado Leasing sejam revelados, processados e punidos. Se os responsáveis pelo rombo não forem punidos, mais uma vez terá prevalecido a impunidade. Quem roubou, deve ser penalizado, devolver o dinheiro e receber a punição devida. A sociedade brasileira não suporta mais tantos escândalos sem que seja feita Justiça, diz.





