Entrar no mercado futuro com entrega física ou por negociação financeira é considerado seguro e altamente vantajoso, segundo o gerente de commodities da BM&FBovespa, Luiz Claudio Caffagni. Porém, é necessário que o produtor conheça esse mercado antes de realizar negócios.
Há dez anos o produtor Luis André Maluta negocia no mercado futuro físico e aponta que está sempre atento aos contratos que assina e também na movimentação de preços na bolsa.
O contrato firmado pelo produtor, segundo a BM&FBovespa, nada mais é do que um acordo entre duas partes que obriga uma a vender e outra a comprar a quantidade e tipo estipulados de determinada commodity por um preço previamente acordado. Uma característica desse mercado é a existência do ajuste financeiro diário, preço que servirá de referência para os acertos financeiros das posições de compra e venda, mantidas em aberto em nome de determinado cliente, conforme apresentem lucro ou prejuízo.
Para o produtor que tenha interesse em ingressar nesse mercado é necessário que entre em contato com uma corretora de mercadorias. Essas instituições orientam os procedimentos para a realização de negócios em mercado futuro. De acordo com informações da BM&FBovespa, é necessário que o interessado leia e conheça todo o contrato para que não venha a ter prejuízos.
André Maluta diz que conheceu ambos os sistemas por meio de um corretor. Sua primeira experiência foi com o milho, com a qual obteve um retorno considerável em sua primeira operação. Entretanto, ele conta que só apostou no mercado de bolsa da soja porque os índices de preços calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior Luiz de Queiroz (Cepea/ESALQ) são confiáveis. Os índices do Cepea balizam os preços praticados no Porto de Paranaguá, que por sua vez fixa os preços dos negócios da bolsa. Porém, mesmo com toda essa segurança, ele revela que já teve problemas de liquidez, mas que mesmo assim vê esses contratos com bons olhos. (R.M.)

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