Produtores, industriais, pesquisadores e técnicos agrícolas que se dedicam à produção e industrialização da erva-mate estão preocupados em debater a elaboração de novos produtos e buscar mercados ainda inexplorados para dar vazão à produção da região Sul do Brasil e dos países do Mercosul. Para isso cerca de 300 pessoas estão reunidas desde ontem, em Curitiba para o 1º Congresso Sul-Americano sobre a Cultura da Erva-Mate.
O Congresso que se prolonga até o dia 27 vai incluir na programação a 2ª Reunião Técnica do Cone Sul sobre a cultura da erva-mate e a 1ª Feira da Cadeia Produtiva da erva-mate.
Além do consumo de produtos tradicionais como chá e chimarrão, uma série de novidades à base de mate está despontando nas prateleiras dos supermercados o que demonstra a potencialidade de crescimento do setor, que já está atraindo a atenção de grandes grupos multinacionais.
A produção atual do Cone Sul é estimada em torno de 500.000 toneladas anuais, sendo 260.000 t da Argentina, 180.000 t no Brasil e 30.000 t do Paraguai, sendo que atualmente é inviável pensar em incentivar o aumento da produção com adoção de novas tecnologias, sem que o projeto esteja vinculado ao aproveitamento industrial.
Segundo um diagnóstico do setor, a cultura da erva-mate está presente na economia de 480 municípios dos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e é praticada por mais de 180 mil produtores rurais, na maioria pequenos.

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