O Congresso Nacional Moveleiro promovido pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel) e Sebrae que ocorreu na Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (FIQ 2006) - em Arapongas, reuniu nos últimos dois dias mais de 800 profissionais e especialistas do setor.
Eles analisaram os entraves e as soluções para alavancar a indústria em direção ao comércio exterior. A valorização do real em relação ao dólar, as taxas de juros e impostos que comprometem a liquidez dos negócios foram eleitos os vilões das exportações moveleiras. O maior estado exportador de móveis do Brasil, Santa Catarina, foi um dos que mais sofreram com a mudança cambial, perdendo cerca de 23% de seus negócios.
De acordo com o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, o economista Roberto Giannetti da Fonseca, sem modificações na legislação cambial do país será muito difícil alterar substancialmente a conjuntura para exportações. Ele destacou que o setor moveleiro é um dos maiores na geração de empregos, que entre indiretos e diretos, somam cerca de 1 milhão de postos de trabalho. Hoje são 16 mil empresas distribuídas no território nacional e 96% delas são micro e pequenas.
Internacional - Dois dos maiores especialistas em exportações para os mercados norte-americano e europeu estiveram presentes na discussão sobre o mercado internacional: o irlandês Willian Vernon e o norte-americano
Arthur Raymond. Eles abordaram as especificidades e exigências de cada
mercado consumidor e elegeram os principais desafios aos empresários que
pretendem conquistar um maior número de vendas.
Mercado Interno - Durante as discussões na quarta-feira o enfoque foi o varejo interno, na medida em que foi concluído que um dos maiores gargalos do setor estão nas vendas dos produtos: segundo dados da Target Marketing apresentados no painel, o potencial de consumo dos brasileiros em 2006 é cerca de US$ 505,7 bilhões, enquanto que o potencial para consumo de
móveis fica em torno de US$ 8,808 bilhões, ou seja, 1,7 % desse
montante.
Ficou definido durante o Congresso que será elaborada uma agenda positiva para o setor, que vai eleger os pontos principais que devem ser trabalhados e como eles podem ser trabalhados para alavancar o mercado nacional e internacional. Essa agenda será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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