Congresso discute mercado da soja
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domingo, 02 de junho de 2002
Alexandre Palmar<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - O mercado do grão mais produzido no Brasil será discutido de hoje até o dia 6 de junho em Foz do Iguaçu, no 2º Congresso Brasileiro de Soja. O evento deve reunir perto de duas mil pessoas, entre cientistas, professores, agrônomos, produtores, estudantes e empresários do Cone Sul.
O setor movimenta anualmente US$ 720 bilhões no mundo, US$ 15 bilhões no Brasil (21% do PIB). O país produziu 41 milhões de toneladas na última safra, em 15 milhões de hectares, perdendo apenas para os EUA. Já o Paraná, com uma produção de 9,5 milhões de toneladas, está atrás somente do Mato Grosso, com 10,6 milhões t.
O congresso, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), discutirá formas para ampliar esse agronegócio. Está confirmada a participação de 60 palestrantes da América Latina, Europa, Estados Unidos e África do Sul em sete conferências e 20 mesas redondas, além da apresentação de mais de 400 trabalhos científicos.
A programação do congresso reserva espaço para debates sobre o surgimento de doenças, o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, as perspectivas da produção e da pesquisa de soja no Cone Sul e a política agrícola e a gestão da propriedade rural.
Já as mesas redondas trazem assuntos polêmicos, como a produção de sementes de soja de cultivares modificados geneticamente e os quesitos de qualidade exigidos. O pesquisador Hamer Paschal, da Monsanto dos EUA, falará sobre o sistema de produção de sementes de soja modificada geneticamente nos Estados Unidos.
Outro assunto interessante é a ferrugem de soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que provocou queda prematura de folhas de lavouras do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, onde houve uma redução estimada em 10% no rendimento da soja. Segundo José Tadashi Yorinori, da Embrapa, as perdas chegaram a 50% nos casos mais drásticos.
Eventos paralelos discutirão transferências de tecnologias, uso da soja na alimentação humana e rodadas de negócios. Pesquisa norte-americana, por exemplo, revela que a introdução de 2% de óleo de soja pode melhorar o desempenho de motores e reduzir a poluição ambiental.


