Congresso debate inovação empresarial
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terça-feira, 03 de março de 2009
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
O clima deve esquentar entre empresariado e governo do Estado hoje, durante a abertura do Congresso Paranaense de Integração Universidade, Centro de Pesquisa e Empresa (Integra 2009), às 19h, no Hotel Blue Tree, em Londrina. O debate em torno da regulamentação da Lei de Inovação pelo governo do Paraná deve dominar a discussão entre a secretária de Ciência Tecnologia e Ensino Superior do Estado, Lygia Pupatto e Ronald Dauscha, diretor do Centro de Inovação, Educação, Tecnologia e Empreendedorismo do Paraná.
A coordenadora do evento, Rosi Sabino, declarou ontem que a discussão em torno desta questão é considerada primordial para universidades, empresas e agentes do governo, no sentido de colocar nos trilhos o desenvolvimento tecnológico do Paraná.
Amanhã e quinta-feira, quando se encerra o evento, as palestras e os workshop ocorrem entre 8 e 18 horas. Segundo a coordenadora, o Integra surgiu para unir, em um único evento, públicos distintos como comunidade científica, empresários e agentes de políticas de desenvolvimento.
Rosi explica que o objetivo é facilitar o conhecimento científico inovador para empresas do Paraná, tornado-as competitivas. ''O governo do Estado precisa regulamentar a Lei de Inovação, disso depende em grande parte nossa competitividade industrial e tecnológica interna e externa'', sintetizou.
Ela lembrou que a Lei de Inovação foi sancionada pelo governo federal no final de 2004. Alguns estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já se adequaram a lei federal. ''O Paraná é um dos únicos estados que não regulamentou esta questão'', critica. Segundo ela, a lei regulamentada no Paraná possibilitaria, por exemplo, que pesquisadores prestem serviços nas empresas. ''O pesquisador poderia prestar consultoria, ajudando na inovação destas empresas'', exemplifica.
Rosi pondera que os governos do Paraná e o governo federal desenvolvem iniciativas como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação Araucária. Entretanto, ela considera medidas tímidas diante dos avanços que a Lei de Inovação traria para o empresariado e a população paranaense.


