O 28º Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, que terminou ontem em Londrina, foi elogiado pelos participantes pelo alto nível dos trabalhos apresentados. De maneira geral, todos foram unânimes em ressaltar a qualidade técnica dos 40 simpósios e mesas-redondas realizados ao longo da semana. O evento também superou a expectativa de público, que a princípio era de 1,5 mil pessoas e chegou a aproximadamente 2,2 mil participantes.
A maioria do público (60%) foi formado por estudantes. O restante foi dividido entre pesquisadores e profissionais, inclusive da iniciativa privada. ‘‘Tivemos participantes de todas as regiões do Brasil e América Latina (Uruguai, Paraguai e Argentina), além dos palestrantes estrangeiros, que vieram dos Estados Unidos, Canadá, França, Espanha e Inglaterra’’, detalhou o vice-presidente da comissão organizadora do congresso, Arnaldo Colozzi Filho.
Para o pesquisador, também houve um entrosamento técnico muito grande entre as nove comissões científicas do evento, ‘‘o que representa algo muito importante, na medida em que passamos a olhar o solo sob um novo prisma, o da produtividade com sustentabilidade’’. Para Colozzi Filho, o grande número de estudantes preocupados em discutir o agrossistema também é um ótimo sinal.
Os organizadores do congresso – Embrapa Soja, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Universidade Estadual de Londrina e Universidade Estadual de Maringá – tiveram motivos para comemorar. O encontro anterior, realizado em Brasília no ano de 99, contou com 700 participantes. A comissão organizadora admite que a localização de Londrina pode ter facilitado a participação de tanta gente, mas acreditam que a qualidade técnica das discussões propostas foi mesmo o principal motivo do sucesso.
‘‘A maioria das palestras foi muito boa, e além disso o evento foi bem organizado’’, reafirmou o pesquisador José Ronaldo de Macedo, pesquisador da Embrapa Solos, do Rio de Janeiro. Macedo também destacou a forma de distribuição de painéis adotada pela organização.
A pesquisadora Mariangela Hungria, presidente da comissão organizadora do congresso, diz que o evento serviu para firmar o grupo de pesquisadores das instituições que o promoveram como uma equipe de ponta na área de ciência do solo. Segundo Mariangela, uma das importantes conclusões do encontro foi que a pesquisa deverá se empenhar daqui para frente em solidificar seu papel social, divulgando de maneira mais intensa os avanços feitos no campo da gestão de água e solo. ‘‘Estes conhecimentos precisam chegar com mais frequência à população, para que ela possa transformá-los em melhoria da qualidade de vida.’’
Ontem, no encerramento do congresso, ficou decidido que o próximo encontro, daqui a dois anos, será realizado pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) no interior de São Paulo.

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